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Os processos de otimização de inventários tornaram-se, nos últimos tempos, um dos eixos determinantes dentro de uma cadeia de suprimentos atualizada.
Com o aumento das variáveis e da volatilidade, já não é possível depender do controle de estoque tradicional; hoje em dia, para ser competitivo, é preciso trabalhar na precisão, na agilidade e na eficiência de cada elo da cadeia de suprimentos.
Mudanças em nível global, motivadas e impulsionadas pelo crescimento do comércio eletrônico, trazem novos desafios para conseguir manter o inventário justo, que não seja nem excessivo nem insuficiente, e que possa satisfazer a demanda cuidando do fluxo de caixa.
Atualmente, a tecnologia, os dados e a inteligência artificial tornam esta tarefa um processo cada vez mais estratégico e automatizado.
Existem plataformas como Datup AI, por exemplo, que já combinam previsão da demanda com otimização e execução em um único ambiente, para ajudar a que as decisões sejam tomadas em segundos e de maneira informada.
A seguir, você encontrará um guia no qual definiremos o que é a otimização de inventários, quais são seus benefícios, as 10 estratégias de otimização mais eficazes e as melhores práticas para alcançar um equilíbrio rentável e sustentável.
A otimização de inventários é o processo através do qual se busca manter o nível de estoque correto para poder cobrir a demanda sem ter custos desnecessários. O objetivo de otimizar o inventário é alcançar o equilíbrio entre a disponibilidade e a rentabilidade.
Diferente de um controle tradicional de existências, otimizar o inventário envolve uma abordagem mais analítica e preditiva. Apoiando-se em ferramentas que podem analisar dados históricos, tendências de mercado, padrões de comportamento dos consumidores e prazos de entrega, é mais fácil decidir quando, quanto e o que comprar ou produzir.
No dia a dia, isso significa antecipar-se à demanda, evitando faltas, reduzindo excedentes e liberando capital imobilizado.
O que torna um sistema otimizado é o fato de ele não apenas responder ao mercado, mas prevê-lo e adaptar-se.
Muitas vezes, ambos os termos são usados como sinônimos, mas, na verdade, representam níveis distintos de maturidade operacional dentro de uma cadeia de suprimentos.
Quando se fala em gestão de estoques , refere-se a:
Se, por outro lado, falamos de otimização de estoques, estamos dando um passo além. Nesta instância:
Uma comparação rápida:
Ambas as instâncias são necessárias, pois desempenham papéis diferentes:
A gestão mantém o inventário funcionando, a otimização transforma-o numa vantagem competitiva.
Otimizar o inventário é uma melhoria logística integral; tem efeitos não só nos processos intermédios, mas também nos resultados financeiros.
Alguns dos benefícios que mais se destacam são:
Contar com um inventário otimizado consegue-se menos stock, mas mais eficiente, mais controlo, melhor serviço.
Para conseguir uma boa otimização de inventário, existem algumas estratégias que podem ser aplicadas. Algumas das 10 estratégias mais utilizadas e eficazes para procurar a otimização operacional na gestão de stock são as seguintes:
Esta estratégia baseia-se em compreender que nem todos os produtos têm o mesmo valor nem o mesmo impacto dentro de um portefólio de produtos. Neste modelo, procura-se segmentar o inventário de forma a que os produtos possam ser geridos de maneira diferenciada.
Nesta estratégia, começa-se por realizar uma análise ABC para classificar o inventário de acordo com a sua importância:
Esta classificação é então complementada com a análise XYZ, para adicionar uma dimensão de estabilidade da demanda:
Realizar esta dupla segmentação nestes dois sentidos permite alocar esforços, organizar políticas de reabastecimento e obter um estoque de segurança de forma mais inteligente e segura.
Para poder aplicá-lo, trabalha-se com uma matriz AX–CZ, na qual as diferentes combinações requerem diferentes ações.
Esta estratégia ajuda a priorizar e a fazer um uso mais racional dos recursos.
O modelo conhecido como EOQ ou Economic Order Quantity, tem como objetivo determinar qual é a quantidade ideal a pedir para minimizar os custos totais de inventário.
Este modelo baseia-se em três variáveis:
No dia a dia, o que se identifica é que:
O que este modelo faz é encontrar o ponto médio ideal para garantir a eficiência operacional, o que é alcançado:
Algumas plataformas como a Datup possuem esse cálculo integrado de forma dinâmica, ajustando-se conforme mudanças na demanda ou nos lead times.
O modelo Just in Time O JIT tem como objetivo eliminar inventários desnecessários, buscando receber materiais exatamente quando são necessários, em vez de acumulá-los.
Este método permite:
Este método requer grande coordenação e confiança com os fornecedores, além de exigir ferramentas que permitam ter visibilidade total sobre a demanda, para o que é necessário:
É uma opção ideal em setores onde os componentes são caros ou os ciclos de vida dos produtos são curtos.
Contar com estoque de segurança é ter uma reserva disponível para enfrentar imprevistos, como atrasos no processo logístico, picos de demanda ou erros na previsão. Sua relevância reside no fato de que ter um estoque de segurança evita custos extras em situações inesperadas.
Quando o estoque é mal administrado, pode desencadear vários cenários:
Para evitar chegar a estes cenários, o cálculo a realizar deve considerar as seguintes variáveis:
Ao contemplar estas variáveis, obtém-se um stock de segurança.
Atualmente, existem muitas ferramentas que utilizam Inteligência Artificial e permitem realizar este cálculo de forma automática, de acordo com o comportamento atual da cadeia de abastecimento.
O ponto de encomenda é um modelo que procura determinar quando é ideal efetuar um novo pedido antes de ocorrer uma rutura de stock.
Este modelo baseia-se na seguinte fórmula:
Ponto de encomenda = (Procura diária média × Lead time) + Stock de segurança
Para o aplicar, deve seguir estes passos simples:
O mais importante nesta estratégia é recalcular o ponto de pedido regularmente para mantê-lo atualizado em relação aos padrões de consumo em constante mudança.
Existem algumas ferramentas com sistemas avançados, como a Datup, que realizam este cálculo e o seu acompanhamento em tempo real, ajustando os pedidos antes que ocorram faltas.
Uma estratégia com otimização multinível ou MEIO é ideal para cadeias de suprimentos com mais de uma localização, como depósitos, centros de distribuição ou diferentes pontos de venda.
Esta estratégia permite equilibrar o estoque em toda a rede, do início ao fim, passando por todos os pontos intermediários e considerando a interdependência entre cada um deles sem gerar duplicidades.
Os benefícios desta estratégia são:
Para aplicá-la, é necessário:
Esta abordagem permite dar respostas rápidas e ágeis diante de disrupções, uma vez que aloca os produtos onde são realmente necessários.
O modelo VMI ou Vendor Managed Inventory tem a particularidade de delegar parte da responsabilidade do inventário ao fornecedor.
Este modelo pode ter diferentes níveis de profundidade, delegando mais ou menos responsabilidade aos diversos atores da cadeia de suprimentos.
O modelo funciona permitindo que os fornecedores acessem os dados de consumo do cliente para decidir quando e quanto repor, conforme o que foi acordado.
Algumas vantagens deste método são:
O modelo VMI exige a construção de relações baseadas em confiança e transparência, com o objetivo de aumentar a eficiência de todo o sistema. Para isso, é necessário:
O processo de otimização do inventário não se limita apenas à etapa de armazenamento, mas deve ser considerado ao longo de toda a rede de distribuição.
Uma rede de distribuição ideal deve contemplar, além do armazenamento, a redução de tempos e custos logísticos até chegar ao consumidor final.
Para isso, é possível:
Construir uma rede de distribuição ideal reduz os prazos de entrega e os custos logísticos, o que impacta diretamente a experiência do cliente, a mobilidade do capital e a capacidade de resposta.
Realizar um processo de previsão preciso é fundamental para toda estratégia de otimização.
Atualmente, existem diversos fatores que devem ser levados em conta para que a previsão da demanda seja cada vez mais completa, como por exemplo:
As soluções baseadas em Inteligência Artificial são muito úteis no momento de detectar padrões pouco evidentes ou inalcançáveis para os seres humanos, o que, em última análise, permite antecipar a demanda com semanas de antecedência.
Aplicar a tecnologia para prever a demanda resulta em:
Realizar um monitoramento constante do inventário favorece a detecção precoce de variações que possam se tornar um problema.
Uma estratégia que monitora o estoque não se trata apenas de conhecer as quantidades armazenadas, mas também de entender como o estoque se comporta.
Um sistema de rastreamento inteligente ajuda a responder rapidamente quando as condições de mercado ou a demanda mudam.
Existem alguns aspectos fundamentais para realizar um monitoramento eficiente:
Realizar um monitoramento contínuo agiliza a tomada de decisões fundamentadas, transformando o estoque em mais uma ferramenta de controle sobre a cadeia de suprimentos.
As opções mais eficazes do mercado combinam previsão, análise prescritiva e automação. Datup AI destaca-se entre elas por integrar-se com sistemas ERP e WMS, recalcular níveis de segurança dinâmicos e oferecer recomendações baseadas em dados em tempo real.
Controlar o inventário implica, além de registrar entradas e saídas de produtos, antecipar-se à demanda, detectar desvios e manter um equilíbrio entre disponibilidade e rentabilidade.
Algumas das técnicas que permitem alcançar este nível de controle são:
Estas técnicas, quando combinadas com análise avançada, oferecem um controle estratégico ideal do inventário.
Existem algumas práticas que ajudam a consolidar uma gestão eficiente:
A otimização de estoques consiste em ter o suficiente para atender à demanda sem imobilizar recursos que poderiam gerar mais valor em outra parte do negócio. Por isso, fazer isso bem não tem a ver com ter mais tecnologia, mas sim com saber usar os dados para decidir com rapidez e confiança.